Tem coisa que não dá para entender
Peço desculpas à nação alviverde, mas, precisava postar a respeito do lançamento das novas camisas do time do Jd. Leonor. Alguns poderão ler e comentar que o “porquinho” tem inveja e comenta do SPFC por que o clube é isso e aquilo.
Não... Estou postando este texto, pois, tamanha é minha indignação com o cinismo e prepotência que eles têm. Sob o título “O São Paulo de todos nós”, eles apresentaram a nova linha de camisas no Memorial do Imigrante, no bairro do Brás, aqui em SP. Este atual memorial tratava-se da Hospedaria do Imigrante, que acolhia desde o final do século 19 imigrantes que chegavam a São Paulo, destacando os portugueses, japoneses e, principalmente italianos.
Para quem sabe um pouco da história desta cidade, ela foi construída diante de muito suor de imigrantes, migrantes e, por que não nativos... No final do século 19 os grupos eram bastante claros na cidade. As etnias não se misturavam com grande facilidade, criando praticamente guetos dentro dela. Italianos que ficavam na cidade populavam o bairro do Brás, japoneses seguiam para a Liberdade e por aí vai.
Como este povo pouco se misturava, o início do século 20 foi presenteado com a criação de inúmeros times de futebol amadores, dentre eles, a Portugesa (dos portugueses), Germânia (dos alemães), SPAC e Scottish Wanders (de ingleses), Ruggerone e Palestra Itália (dos italianos), Paulistano (da elite paulistana) e Corinthians (dos operários do Bom Retiro). Enfim, simples de se entender que o futebol era o elo que unia cada um dos povos e eles conseguiam mostrar sua força.
Mas, onde quero chegar?
Com a abolição da escravatura, a elite (não só paulistana, mas brasileira como todo) utilizava-se da mão de obra imigrante de forma praticamente escrava. Traduzindo para o mundo futebolístico, entendam como quiser...
Como todos sabem, o atual SPFC foi fundado a partir da extinção do depto de futebol do Paulistano e da AA das Palmeiras, também da elite e, é fato que, no auge da 2ª grande guerra, sua diretoria forjou para obter de forma não ortodoxa a sede do Palestra Itália e, sem sucesso, conseguiram “confiscar” a sede do Germânia. Times de colônia... Times de imigrantes.
Eu pergunto qual a razão de utilizar o Memorial do Imigrante para esta apresentação? De onde vem essa inspiração se o passado desse clube SEMPRE REPUDIOU IMIGRANTES?
Se alguém souber responder, o espaço está aberto.
A incrível camisa que não quer ser campeã
- Alô?
- Fala aí, beleza?
- Levando… levando…
- E a camisa, chegou?
- Sim chegou. Mas parece que as coisas estão ficando feia pro lado dela.
- Sério?
- Sim… parece que o tom de verde, com as faixas brancas na manga não “ornam” com o patch da CBF, de campeão brasileiro.
- Como não? Mas você acha que ainda dá?
- Matematicamente dá, mas futebolisticamente…
- O que será que tá havendo?
- Olha só, fui acostumado a ver uma camisa vencedora e com jogadores que não “corriam da raia”. Hoje eu fiquei muito P com o jogo. Sei lá, parece que depois que contrataram o 9, o resto parou… não sei se é implicância minha, mas vejo só ele correr e o goleiro fazer milagre lá trás. Outra coisa que não tô conseguindo entender é, como a melhor defesa toma, em 4 jogos, 9 gols!!! Me explica?
- Difícil… cara, eu to achando que não é a camisa o problema… aconteceu alguma coisa que a gente não vai ficar sabendo.
- Tipo?
- Não sei… sinceramente. Ninguém “desaprende” o jogo da noite pro dia.
- E o técnico? Parece que tá sem vibração, como todo time… parece que tá indo atrás da marcação. Aliás, vc viu depois que tomou o segundo gol? Os caras procuravam a marcação… parecia que o adversário entrou com 34 jogadores e a gente com 7 ou 8…
- Cara, só sei de uma coisa, nunca vi um time abrir mão de um título que estava praticamente ganho… literalmente achou que o campeonato havia acabado e tirou férias… e agora, sobra pra gente, pobre torcedor.
- É verdade… e o pior e que me deixa mais puto é que vc espera o dia todo pelo jogo, deixa de ir para a PÓS e vê isso… irritado, nervoso. Para fechar a noite bem, briga com a esposa…
- Mas parou pra pensar que os jogadores nem sabem que você existe? Que você não vai conseguir dormir direito por causa deles? Que tudo isso acontece depois de uma peleja?
- Cara, o mínimo que espero deles é vergonha na cara. Mas, para ser sincero, não estou nem aí pra eles, sério… eu não torço por eles não. Torço por aquela camisa verde que me dá muita alegria. Eu achei que ela poderia me dar outra este ano, mas aqueles caras não estão a fim disso não. Vou continuar torcendo, sei que ainda dá, mas aqueles caras precisam mudar a atitude (ou melhor, ter uma)… e não só eles. Este é momento de todos aqueles que podem fazer a diferença mudar. Diretoria, comissão técnica e jogadores… quem sabe assim a CAMISA que eu e você torcemos pode nos dar a alegria que estava guardada para nós, mas que eles não querem levar.
- Espero mesmo que esses quatro últimos jogos sirvam de lição para que o grupo volte a se unir… e, sabe de uma coisa, eu ainda tô confiante… sou um idiota mesmo.
- Pois é… somos torcedores… somos idiotas… somos “mulher de malandro”… bom, mas vou desligar, ainda tenho que acessar um site de leilões pois estou de olho em uma camisa para minha coleção.
- Mais uma?
- Pois é, mas esta é uma que dá gosto de lembrar… é de 1999, Libertadores…
- Será que vai trazer bons fluídos?
- Sei lá… sei lá… só te digo uma coisa, pior não vai ficar!
A exótica camisa manga longa de 1992/93
Logo após o choque da mudança da camisa Adidas/Coca-Cola (verdona e SENSACIONAL) e Adidas/Parmalat tivemos que conviver com um modelo bastante inusitado de camisa… o modelo de manga longa assustou por ter sua manga completamente branca!

Sem dúvida alguma que foi um modelo MUITO ESTRANHO… mas, virou um cult, pois pouquíssimos jogos foram disputados com este modelo. Quando a Rhumell assumiu, o modelo manga longa voltou a ter a padronagem da camisa (verde com as listras brancas).
Se alguém tiver essa camisa para vender, ou souber de alguém que a tenha. fale comigo, hehe!!!
La prima maglia
Eu cresci achando que a primeira camisa do Palestra Itália, em 1915, era aquela verde, com a faixa central branca e a Cruz da Savóia como escudo... depois de um tempo, falavam que a primeira camisa do Palestra foi azul... nenhuma das duas.
Pesquisei por algum tempo e os registros disseram que a primeira camisa era totalmente verde. O livro do Paulo Gini e Rodolfo Rodrigues confirmou e o site do Palmeiras assinou em baixo:
"À época da fundação do Palestra Itália já se estabelecera que as cores seriam verde, branco e vermelho, em alusão à bandeira da Itália. Na partida inaugural, o Palestra Itália vestiu camisa verde com punhos e golas brancas. Do lado esquerdo do peito, as letras “P” e “I” apareciam bordadas em branco e sobrepostas uma na outra. Os calções brancos e meias verdes, com uma faixa branca e outra vermelha, compunham os trajes dos futebolistas palestrinos naqueles anos." Fonte site oficial

Falar o que deste manto? Simplesmente sensacional. Por que Palmeiras e Adidas não lançam este modelo retrô? Só peço uma coisa, por favor, sejam leais ao modelo original!
A Camisa do Campeão Mundial de 1951
Palestrinos,
Hoje, 17/09/2009, inauguramos mais uma coluna do site Forza Palestra - Camisa do Palmeiras, nosso amigo e agora colaborador Daniel Cachello já mantém um blog(http://www.camisadopalmeiras.com) e agora ira dividir essa fantástica coleção, fotos e história do nosso Manto Sagrado!
Daniel, Obrigado!
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Quase 60 anos depois da conquista, faço minha reverência a esta camisa. Esta, na minha opinião, pode ser considerada a síntese da tradicional camisa do Palmeiras, reunindo num único ícone toda a “palestrinidade”.
Poderia parafrasear cada estrofe do nosso hino com qualidades que esta camisa possui… alviverde imponente (entrando em campo no Maracanã, em 22/07/1951) , que a dureza do prélio não tarda (partida difícil conta a Juve da Itália, campeã italiana 1949/50), transformando lealdade em padrão (demonstrando todo o respeito por nosso adversário), mostrar que de fato é campeão (nem preciso falar…), defesa que ninguém passa (final disputada em dois jogos, uma vitória e um empate pra nós), linha atacante de raça (eh Liminha!), torcida que canta e vibra (Pacaembu lotado no primeiro jogo e Maracanã abarrotado no segundo), que sabe ser brasileiro (olha a bandeirinha acima do escudo).

Em suma, essa camisa é f…
Confira a foto do vestiário

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Abçs
